quarta-feira, 30 de setembro de 2009

COMO FICAMOS DEPOIS DESTAS ELEIÇÕES????

500 mil votos a menos depois, e 500 mil desempregados antes, o PS ganhou as eleições. Ou melhor: MFLeite perdeu humilhada as eleições. Ou se quiserem, depois do fracasso governativo do PS o BE subiu á custa dos descontentes raivosos, o PCP subiu à custa do esquerdismo de Louçã e Portas beneficiou do eleitorado de direita, que não se revê mais no estilo passadista de Leite e no seu alter-ego Cavaco e quis reforçar o peso ou a influência da direita.

Durante duas semanas os jornais e as televisões esqueceram-se de usar o termo "crise", os portugueses acreditaram no Pai Natal antes da época, o Sol de Outono acalentou corações e uma propaganda levada ao extremo do profissionalismo conseguiu a vitória amarga de um homem que em condições normais, e num país de gente normal, nunca teria ganho confiança para continuar a ser o timoneiro da Pátria. Mesmo ganhando o título a um domingo!!!

Se o OMO lava mais branco,o PS lava completamente, a fundo, sem deixar manchas. O discurso de Sócrates podia ter sido escrito por um argumentista de filmes com finais felizes, com mistura de drama e história, suspense, mas com um remate delicodoce embrulhado em música enjoativa e palavras cínicas.

Aí têm: acordaram hoje com um deficit de 9 por cento, mais 1300 desempregados, uma dívida externa que cabe 40 mil euros a cada portuga e a perspectiva do futuro carrasco das finanças carregar ainda mais no IRS, nas deduções fiscais, na asfixia das empresas.

Segue-se o aumento da criminalidade urbana, o descontrole total da justiça, a impunidade dos senhores juízes, o facilitismo das precárias, o ensino transformado em estatísticas fantásticas....o país acordou hoje na mesma como a lesma. E haverá listas de espera para doenças cancerosas, excursões a Cuba para operar cataratas e mil e tal bebés portugueses anascerem por ano em Badajoz. Não obstante o ex-ministro da Saúde passeou sorridente pelos comícios PS, qual louvaminhas, sem um assobio, uma pateada. Genial!

Os abstencionistas vitoriosos encolhem os ombros, indiferentes ao que provocaram, mas amanhã virão dizer que o Mundo está mal e perigoso e que a culpa é de Deus. A culpa é sempre dos outros, nunca dos que se demitiram por preguiça, cobardia, ignorância.

Estes faltosos são mais numerosos do que os idiotas que votaram no Sócrates, a troco de um job, de umas esferográficas, de umas bandeirolas, de uns subsídios para a madrassa. Votaram como quem vota no Benfica do Rei dos Pneus, sem razão, apenas com a emoção primária ou a devoção utópica. Isto é o preço desta democracia velha, desta política exercida à moda do passado. Uma política sem rostos, sem responsáveis. Perguntem a um eleitor o nome do deputado que elegeram e procurem por esse deputado. Se estará contactável por e-mail, na net, na sede do partido, no Bar de S.Bento.

Os portugueses teceram de novo a malha que os há-de sufocar. Claro, que a alternativa era miserável. Muita gente votou em Leite para tramar Sócrates imagine-se que percentagem teria a ex-padroeira laranja se assim não tivesse sido! E imaginemos o que seria um governo com aquelas aves agoirentas que pairavam à volta da "outra senhora"!

Depois do ataque ao país, segue-se o ataque esmiuçado às cidades, vilas e aldeias. Costa sorridente disse logo que não havia um minuto a perder. Pois não. Aproveitem enquanto o porco está quente!

Estávamos à beira do abismo. Demos um passo em frente.

(Dos Jornais)..texto enviado por um amigo

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Lobito, anos 70

Lobito, anos 70

Shared via AddThis

sábado, 25 de julho de 2009

MUSICAS DE SEMPRE


MusicPlaylistRingtones
Create a playlist at MixPod.com

sábado, 18 de julho de 2009

S.BENTINHO /GERÊS/MINHO

S. Bentinho,muito venerado e respeitado, no Norte de Portugal, principalmente no Minho.O Santuário de São Bento da Porta Aberta tem, segundo a tradição, origem numa ermida construída no local, por volta de 1640, cujas portas estavam sempre abertas, para servir de abrigo a quem passava.



A construção do actual Santuário iniciou-se em 1880, e ficou concluída em 1895, caracteriza-se pelos painéis de azulejos da capela-mor, que retratam a vida de S. Bento, assim como pelo retábulo de talha dourada.



O elevado número de peregrinos levou à construção de novas instalações perto do primitivo santuário, cujas obras foram concluídas em 2002, de que faz parte uma enfermaria para atendimento de peregrinos, com 14 camas.



Existe também um parque com mesas e bancos, onde os peregrinos podem descansar, tomar as suas refeições e até divertir-se num lago com barcos.


MACHOS E MACHÕES




DO BLOG DA MINHA AMIGA...ANA MARIA TOMÉ:


Um dia destes recebi um telefonema de um amigo meu muito querido, mas com uma visão muito machista da vida.

Falou um bom tempo acerca do que achava que deviam ser os relacionamentos entre casais. O papel do homem como tendo de revelar força e autoritarismo e da mulher como submissa aos seus caprichos. Justificando a sua postura, para mim irracional, estendeu-se grande parte do tempo, em depreciações sem sentido, tanto de homens com um comportamento diferente do dele, como quanto das mulheres em geral.

Por fim, vendo-me calada, perguntou a minha opinião.

- E você o que acha Ana?

Respondi:

- Acho graça!

Disse ele:

- Só?

- Só.

Respondi.

Naquele dia era só o que me dava vontade de falar, mas agora, meu amigo, respondo tudo o que penso sobre isso, isto é, dou a opinião que tenho formada a respeito da diferença entre machos e machões. Desde já aviso que ela só tem mesmo este valor, o valor de uma opinião pessoal.

Há um ditado popular que diz mais ou menos assim: diz do que é que te gabas e eu te direi o que te falta.

O que falta aos machões?

Esta é a pergunta que me faço de maneira divertida, todas as vezes em que me deparo com um. E eu digo divertida, porque realmente acho graça no comportamento contraditório deles. Muitas vezes falam excessivamente alto, cheios de gesticulações e sempre com palavras de baixas expressões e gabam-se muito. Querem, nitidamente, comprovar o sexo de que são portadores, no entanto, ao primeiro sinal de perigo iminente são capazes de correr como menininhas assustadas.

Muitas vezes, na rua, comportam-se como valentões ou heróis (de quê?) e em casa são completamente dependentes das mulheres para tudo.

A postura de auto-suficiência deixa evidente que pretendem esconder aquilo que não são. Mascaram atributos que não possuem por excesso de falar no assunto.

Falta a eles muita coisa. Continuam estacionados na adolescência e, como ainda não sabem exatamente o que querem por lhes faltar recursos de formação psíquica completa, agem de acordo com padrões preestabelecidos, em que ser machão é falar de futebol, carros e especialmente mulheres, recurso com que acham que garantem a pseudo-virilidade e se afirmam no mundo masculino.

São inseguros natos e onde mais se gabam é em que mais lhes falta. Por isso, o homem que diz que é bom de cama reiteradamente, na verdade sinaliza que tem problemas de sexualidade e assim por diante, uma vez que homens seguros, machos, sabem o que são e isso basta.

O macho atrai, o machão repugna.

Macho que é macho não diz que vai fazer e acontecer, ele faz e acontece.

O machão quer ser o que alega ser, o macho é sem se gabar.

O machão malha o corpo e transforma a massa encefálica em músculos.

O macho cuida da aparência física, mas malha a alma através de um comportamento saudável baseado numa postura de segurança pessoal.

O machão fala demais, o macho pensa muito para falar.

O machão toma à força, o macho seduz facilmente.

O machão exibe suas conquistas, o macho preserva-as, mesmo que acabem.

O machão é um agressivo, o macho um sensitivo.

O machão exibe a sua sexualidade presumida, a virilidade do macho salta aos olhos.

A virilidade do macho não se baseia no número de conquistas e muito menos numa ou mais aventuras, ela é uma sensação ou emoção que ele vive a dois sem necessidade de alardear sua performance.

Já a sexualidade do machão precisa ser exibida através de comentários jocosos onde fica implícita a necessidade que têm de que os outros saibam quantas caçadas fizeram. Digo caçadas porque não nego que sejam homens, mas o são do tempo das cavernas.

Por isso o machão se prostitui, enquanto o macho ama.

Há uns anos foi noticiada pela imprensa que um dos maiores machões brasileiros muito conhecido do grande público pelo desempenho sexual (ele era ator de filmes pornô) tinha acabado de gravar seu último filme. Como teve uma ex-chacrete como coadjuvante e esta era famosa pelo corpo espetacular que tinha, especialmente o traseiro, foi procurado para uma entrevista. Ao ser perguntado como se sentiu gravando cenas de sexo com ela, ele prontamente respondeu:

-"Gravar cenas de sexo com ela é o mesmo que gravar uma cena de velório!"

Não entendi...

- Mas, e então? O cadáver era ele?

Aprecio o homem que é macho pelo comportamento elegante, pela postura permanente baseada numa autoestima elevada e com limites bem definidos de atuação em sociedade, onde, o respeito e a educação e a discrição, norteiam todas as suas atitudes e se erra não tem escrúpulos em dizer que errou.

São geralmente educados e boa companhia pela maneira de ser tranqüila como lidam com tudo e, por assim serem, normalmente são cercados de belas companheiras, mulheres inteligentes e sensíveis que valorizam não o corpo, mas a conduta, não a estética, mas a personalidade e caráter, não a aventura muitas vezes perigosa, mas a estabilidade emocional de um homem que se formou na convicção de que sabe quem é e do que precisa, especialmente, sabe dar e receber. Muitas vezes nem precisam falar, entende-se deles no olhar que dão ao observar uma cena ou um comentário e, especialmente, são extremamente interessantes as suas conversas, ao contrário dos berros de machões inseguros que a mim, por exemplo, nem vontade de responder dá.

Fúteis e vazios considero os machões ridículos, por isso, sinto muito, mas não me despertam o menor respeito.

Mas ser macho é um predicativo que se estende a todas as pessoas em geral. Uma mulher que luta sozinha para sobreviver e sustentar seus filhos, é macho, uma criança que enfrenta situações conflituosas com valentia, é macho, uma senhora idosa pode revelar muita macheza ao lidar bem com as suas dificuldades. Machos somos todos nós que enfrentamos a vida com verdade, coragem e consciência de quem somos e como estamos. Machos somos todos os que lidamos com os outros tendo o respeito devido, respeitando-lhes a liberdade de ser, de ir e de vir.

Eis meu amigo o que penso a respeito. Pense você o que quiser não dou a mínima, mas se aceita um conselho, comece a reparar em quem de fato quer ouvir tanta baboseira, sem que o íntimo se revolva de pena ou de asco.
Prev: Conversa a Três
Next: Palestra - A Dor E o Medo na Visão de Léon Denis e Myra y López

ANGOLA/BRASIL/ALCIONE



Pensamentos bonitos, de quem esteve em Angola,por diversas vezes.
Uma linda homenagem aos irmão Angolanos.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

ESCRITO EM 2005...AINDA HOJE MUITO ACTUAL

Ao andar por aqui, descobri este escrito de um português de nome Luis Felicio,porque ele dizia em 2005,ou melhor pensava,o que o país continua a ser.

AQUI VAI O COMENTÁRIO NO MEU BLOGER:

Terça-feira, 25 de Janeiro de 2005
Luís Felício - Como mudar o País?
Não sou escritor, mas sei o que quero contar.
Este não se trata de um artigo de opinião de alguém com gabarito para tal. Consiste tão e sómente numa série de desabafos e considerações sobre a vida em sociedade nos tempos diferentes que correm.
A questão que se nos coloca, é se é possível mudar este País e as nossas vidas para melhor? E em caso afirmativo, como é que isso se fará?
As respostas serão as mais variadas, basta lembrar que temos optimistas, cépticos, acomodados, indiferentes, excluídos, deprimidos, info-excluídos e muitos outros tipos de “ídos”…
Nesta fase inicial, quero informar que sendo um Empresário (permitam-me, com razoável sucesso) da área Tecnológica, não poderão esperar daqui qualquer Produção Literária, antes vou procurar ser claro na expectativa de ser compreendido.
Passando do género à forma, aviso também que não tenho qualquer ligação Partidária, admito que não sei se e em quem devo votar, não sou “Boy” e muito menos me falta “Job”…
Passemos ao que interessa, referi a minha profissão e por falar nisso vem-me à ideia (que ao contrário da mentalidade Subsídeo-dependente) nunca me candidatei a nenhum centavo nem cêntimo da CEE, nem da CE. Preferi sempre gerir o que tinha com rigor do que ouvir as promessas dos vendedores de Banha da Cobra, que desbaratavam facilidades, tipo ó Dr. você precisa de investir 10, mas escreva aqui 30, porque é assim que se faz e nós depois controlamos…
Sou rapaz para 36 Primaveras e aquilo fez-me lembrar quando era ainda mais jovem, em que “controle” tinha um significado jocoso e sem perspectivas de futuro.
Falo por mim que aprendi a desconfiar de almoços de graça. Mas os Euro-milhões vieram na mesma e segundo reza a lenda, boa parte foi efectivamente muito bem controlada.
Agora, há mais 10 parentes na fila… dizem por aí que a mama já não dá chêta…Ainda bem. Só se perdem as que caíem no chão. Empresários que não querem ou mal preparados que não sabem investir? Empregados que querem emprego e não querem trabalho? Vão ser reeducados pela força da realidade. Escusado será dizer que se aplica ainda mais depressa ao sector Público…
Em Portugal, passou-se da Ditadura Fascista em que todos por mais que lutassem não almejavam uma vida melhor, a uma Democracia das Flores em que aparentemente todos tinham direito a tudo, mesmo sem o merecer… Dizem que é o resultado de rebentar a rolha, mas é mais fidedigno verificarmos que lhes saltou a tampa…
Decidi escrever porque é preciso despertar as consciências dos comuns, encorajando-os a acreditar que qualquer coisa é melhor que nada. Nunca existirá um estuário largo sem gotículas de orvalho a engrossar o riacho nas montanhas…
As pessoas não podem desistir por completo, não podem se abster, devem procurar usufruir dos seus direitos e protestar contra o que estiver mal, ajudando assim a expulsar as maçãs de qualidade duvidosa, como referia o Prof. Cavaco Silva.
Por falar em iluminados ( e tendo o cuidado de deixar os futebóis e os apitos lá longe ) começaria por deixar 3 leituras sobre a vida da cidade e da região de Braga ( vim da Tocha, alguém conhece?, para cá tirar o curso há e aos 18 Anos, pelo que sou suficientemente Estrangeiro para me distanciar e suficientemente Bracarense para me pronunciar).
Assim, em primeiro lugar, é de salientar a manifesta aptidão empresarial e visão para o mundo dos negócios acima da média, por parte de alguns familiares próximos dos poderes instituídos nesta cidade há não sei quantas décadas. Só poderá ser forçosamente uma questão de mérito, quanto mais obvias são as coisas, ao alcance de menos estarão…
A segunda constatação (falta de jeito para a escrita, pois precede a primeira ) é a de que nesta região nunca existiu ( e corre-se o risco de se vir a provar que nunca existirá!) qualquer alternativa viável na Liderança Política e Administrativa quer na oposição (leia-se pelo sistema prevalecente, no PSD) quer no seio dos governantes, o PS… quase que já dava para introduzir o tema China…refreando, apetece perguntar: Será que morrem à nascença ou sucumbem na incubadora ? Ou lendo do avesso, será que aqui sim, temos um verdadeiro Pacto de Regime?
A terceira reflexão vai para os poderes diferenciados. Esta terra em tempos idos tinha a fama e quiçá o proveito do poder da Igreja. Para ser justo, não me sinto suficientemente capaz de o questionar, nem de o qualificar. Porém após o 25 de Abril, emergiu uma nova classe: Os “Abramovich” de qualquer burgo que se preze, que é como quem diz os senhores construtores. Ele é isto, ele é aquilo, ele é serem sempre donos dos terrenos antes de se desenharem as estradas, só falta acertarem no EuroMilhões (pelo menos que se saiba… enfim, há classes bem piores, que parece que compram os prémios das loterias… esses, deve ser para se gabarem em frente aos amigos…). Peço desde já desculpa a todos os construtores correctos e honestos que existirão sem dúvida, mas sou obrigado a denunciar a classe deles que está impregnada duma percentagem de oportunistas que porventura enriquecerão imoralmente, mas pior que isso às custas do prejuízo da qualidade de vida dos cidadãos, seja no não ter conforto minímo, seja no ouvir sem pedir, seja no não ter espaços verdes, seja no não vêr o sol 24/24. Não havia necessidade… Podem argumentar que Braga está melhor que a média. Não me convencem! Um aluno que passa de 4 para 3,5 é pior que o que sobe de 3 para 3,5… é uma questão de atitude.
De resto devo dizer que Braga é bastante bela, tenho filhos minhotos com muito orgulho e até acredito num futuro melhor, é que há muito mais gente trabalhadora do que pensante. Lá nisso batemos os nossos irmãos Mouros assim tipo cabazada…
Abrindo a discussão a outras culturas, sou capaz de afirmar que Braga estará para Portugal assim como a China está para o Planeta. Vejamos as semelhanças: No seu pior, ele é Levis Made in Vizela, ele é uma maior percentagem de Trabalho Infantil, ele é a mão-de-obra barata e já razoávelmente qualificada, enfim só nos falta não termos qualquer registo de óbitos, como acontece na comunidade daqueles amantes de arroz.
Pelo melhor, ele é a maior concentração de Juventude (Até íamos ganhar a Secretaria de Estado para o sector e pode ser que a sede da Unicef vá para a China…) ele é a capacidade de inovar e atrair investimentos (veja-se alguns Departamentos da Universidade do Minho, Cobra Tecnologias, Idite Minho, Primavera SW, Sonae WeDo… as desculpas por falar apenas nos que me são mais familiares, não me pagaram para fazer pesquisa à séria…), ele é gente empreendedora e capaz (para além dos ligados aos projectos anteriores, destaca-se Guimarães Rodrigues, António Marques da AIM, António Salvador do Grupo Império e outros), ele é a maior concentração relativa a nível nacional de empresas ligadas às Novas Tecnologias.
Se Portugal está preocupado com a deslocalização para a China por causa da Competitividade, fará sentido também deslocalizar por exemplo da Grande Lisboa para o Minho pelos mesmos motivos estratégicos.
Por falar em estratégia, a Espanha começa aqui e ainda está muito por fazer nessa direcção… Deixem-se dormir e acordarão com ela ao pescoço… Nuestros Hermanos dormem a “siesta”, mas não estão a dormir a sesta…
A solução para este País existe e todos a conhecem ou pelo menos já ouviram falar dela, não é a Produtividade, é o Trabalho. Só se pode falar em produtividade depois de ganhar a batalha do Trabalho. Os mais trabalhadores tendem a ser mais competentes e conseguir maiores níveis de produtividade.
A riqueza nasce do Trabalho. Sempre soube isso, quer quando estudava nos melhores colégios deste País, quer quando carregava sacos de 50kg como os empregados dos Armazéns do meu Pai. Não há Reis, nem Peões, cada um vale por aquilo que é e faz. Não nos curvemos aos pretensos primeiros, nem desconsideremos os relegados para segundos. O homem faz a obra e a obra fala pelo homem.
Habituei-me a ver as pessoas de mais valor, a viverem facilmente com isso e aqueles que são levados na protecção das sombras a derramar inchaços e a julgarem-se acima dos demais.
Bons, Maus… enfim falta os Outros. São esses que me interessam aqui, são esses cujas vozes não se ouvem e são esses que teêm a obrigação de meter em marcha a mudança, já que não estão devidamente representados ( por falar nisso, tenho dificuldades em captar a estratégia que levou à escolha dos cabeças de lista do PSD e PS em Braga, não havia mais ninguém ou mais ninguém os quereria? )
Por falar em Política e Cidadania, lembra-me as palavras do meu amigo dos tempos de liceu em V.N.Gaia, o Dr. Paulo Rangel (uma mente brilhante, que saúdo pela carreira e prestígio merecidos, o que prova que na Política também pode haver lugar à Renovação com gente séria e capaz) que há uns 15 dias num Programa de Prós e Contras, salientava que o eleitor é em ultima análise quem decide através do seu voto ou falta dele, pelo que não pode de todo desmarcar-se dos sucessos ou insucessos da governação, por outras palavras, os cidadãos são “culpados” por não exercer os seus direitos nesta matéria, ao irem pela via mais fácil que é a de ficarem acomodadas no seu canto a observar e quanto muito apenas falar mal.
Bem, sou obrigado a concordar totalmente em Teoria e discordar parcialmente na prática. Não estamos em Atenas do Olimpus nem temos Ócio….Se temos uma classe politica mal preparada, é de esperar que na prática também tenhamos défices de cidadania nos Portugueses. O exemplo e os interesses instalados não ajudam à coisa …Se não fossem os Americanos ainda o Saddam andava nas Mil e uma Noites.
Isto já era assim, no tempo dos Maias (digo o Livro, o Povo talvez também). Quem detém o poder seja em Braga, seja nos Partidos, seja na Nação, seja em África, seja na China, só a muito custo conseguirá ler que por vezes o melhor para todos não é o melhor para eles.
É genético, os genes travam uma luta incessante para se auto-prepétuarem… é a história do cão e do osso, melhor do cão que não larga o osso…
Só podemos lutar ou agir com uma mudança do paradigma e do enquadramento das coisas. Quando era miúdo, o meu querido e finado Avô, pagava um leitão assado ( na boa tradição das gentes de Mira ) sempre que o PS ganhava as eleições. As ideologias já acabaram, ficaram algumas convicções e a necessidade de formular outras adaptadas aos nossos dias. Esse não é um trabalho apenas para iluminados, mas sim para gente que se quer comum. Teêm que vir aí novos valores…Ajudemos a cair o que está podre.
Para tal basta que cada um se esforce por contribuir na medida do que lhe é possível, pela conduta e exemplos diários em sua casa, no seu emprego, na rua…, pela denúncia (sempre que viável e verdadeira) dos atropelos constatados e o cuidado de não serem eles os primeiros a atropelar os outros.
Quero acreditar que serão muitos, cada vez mais e melhores neste ou noutro grupo dos Outros. Se estiver certo fico muito contente pelos meus e pelos vossos filhos.
Quanto à governação do País (???) será mais uma questão de escala e de tempo.
Não há motivo para alarmes, este sistema vai cair por si sozinho e entretanto vão aparecendo sempre umas almas mais generosas que vão carregando o fardo… em troca do sentimento do dever cumprido. Agora acredito solenemente, que vai existir ali no futuro a utupia em que os mais competentes para X dedicar-se-ão a X sem que isso seja um problema para quem quer que seja… Basta que o exijamos, sempre e por todo e qualquer meio.
Para finalizar, e porque este pretende ser um exercício de cidadania genuíno, convido todos aqueles que não concordem em parte ou no todo, a fazer uso desses mesmos direitos, fazendo o favor de me desmentir e dizerem de sua justiça. Afinal até eu que não sou escritor o pude fazer.
Luís Felício

terça-feira, 23 de junho de 2009

Pedro Barroso - Bonita

LINDA CANÇÃO,LINDO POEMA.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

RADIO CLUBE DO LOBITO


Rádio Clube do Sul de Angola - Rádio Clube do Lobito

O Lobito já nessa altura era uma das cidades mais pujantes de Angola. As forças vivas cedo se puseram a trabalhar, enviando petições às várias entidades "não pedindo mais nem sequer tanto do que fora concedido ao Rádio Clube de Angola".

Chamaram-lhe Rádio Clube do Sul de Angola, designação que veio a ser transformada em Rádio Clube do Lobito, já que no sul de Angola e mesmo na vizinha cidade de Benguela outros rádio clubes se fundavam. Encabeçava a Comissão Organizadora uma figura política de relevo na altura, o engenheiro Raimundo Serrão.

É em 1938 com um emissor RCA de 100 watts que este segundo rádio clube é autorizado a funcionar em 20 e 40 metros. Mas parece que já em 1937 houve emissões do Rádio Clube do Lobito através do CR6-AA, a julgar por um folheto da altura assinado por Augusto Carvalho e em que se podia ler:

"... no que respeita à aparelhagem, Álvaro de Carvalho lá ia adaptando, reparando, atamancando e as suas emissões lá iam seguindo com certa regularidade. Os discos eram quase sempre os mesmos, pelas naturais dificuldades de compra. Mas logo surgiu alguém – o também pioneiro Joaquim Aguiar que se lançou na tarefa de angariar meio milhar de novos discos".

Reuniões sucessivas estabeleceram as bases do Rádio Clube do Lobito, a partir de uma comissão de fundadores da Casa da Rádio: eng. Raimundo Serrão, Joaquim Aguiar, o indispensável Álvaro de Carvalho (pela sua posição de proprietário do emissor), José Felício, Martins de Oliveira e Alexandre Cordeiro. Todos, com excepção de Joaquim Aguiar eram funcionários do Porto do Lobito.

No dia 3 de Maio de 1937 é feita a primeira emissão através do emissor CR6-AA. O entusiasmo foi tal que logo se concluiu que a iniciativa era irreversível. E nem a desistência forçada do dono do emissor fez esmorecer os ânimos.

Festas, rifas, cortejos de oferendas e peditórios tudo serviu para angariar os fundos necessários para mandar construir de raiz um emissor ao técnico benguelense sr. Belém.

Depois de muitas peripécias resultantes da impreparação de todos, o emissor conseguiu fazer-se ouvir oficialmente no dia 3 de Maio de 1938 (dia em que se festejava a descoberta do Brasil e era feriado). Inauguração que teve honras da presença do então Governador Geral de Angola, coronel Lopes Mateus.

Integravam o quadro de locutores do Rádio Clube do Lobito, então com a designação de Rádio Clube do Sul de Angola, Martins de Oliveira, José Perestrelo e Francisco Macedo.

Um dos pioneiros foi Mesquita Lemos que, depois da Independência, veio a integrar a Rádio Nacional de Angola, como profissional, mas sobretudo como pedagogo, como docente na Rádio-Escola. E também na Televisão Popular de Angola. Mas Mesquita Lemos iniciou a sua longa carreira no Rádio Clube do Sul de Angola.

Ele próprio conta em entrevista a "África Hoje", esse início: "Mesquita Lemos – que se diz pertencer ao tempo do “lápis azul” (censura) – nasceu nos Gambos, um município da Província angolana da Huíla, para onde seus pais decidiram viver quando Angola fazia parte das antigas regiões ultramarinas portuguesas. É o mais antigo trabalhador da rádio. O “Velho Mesquita” – decano do jornalismo em Angola – recorda-nos que muito recentemente passou o aniversário do acontecimento, por sinal, o mais fascinante da sua vida, aquele em que começou a trabalhar efectivamente na rádio. “Nesse dia, comecei a trabalhar... É que eu era, na altura, funcionário dos serviços do Porto e Caminhos de Ferro, no Lobito, e tinha como Director Geral o Capitão Raimundo Serrão, que era simultaneamente o Presidente do Rádio Clube do Sul de Angola”. Foi sabendo que Mesquita Lemos frequentava o Rádio Clube do Sul de Angola que o Capitão Raimundo Serrão pediu que o jovem fizesse uma emissão especial, apenas para, em curtos intervalos, anunciar repetidas vezes e ao longo do dia que “A guerra terminou”.

O Capitão Raimundo Serrão estava eufórico. Ele pediu que eu repetisse tal frase quantas vezes fossem possíveis ao longo do dia... e lá estava eu... Com essa frase, não como um teste de voz, nascia ali um novo radialista. A sede da Rádio Clube do Sul de Angola era no Largo Leopoldo da Noiva, na ponta da Restinga. Era lá que funcionava um único emissor...; foi uma acção que criou em mim um entusiasmo enorme e que me levou a integrar a vida radiofónica. Passei a fazer um noticiário, cujas fontes de informação eram a própria população lobitanga".

Radio Montalegre - 97.5 FM Montalegre - Listen Online

Radio Montalegre - 97.5 FM Montalegre - Listen Online

Shared via AddThis

domingo, 31 de maio de 2009

Amizade eterna

A AMIZADE CONQUISTA-SE

terça-feira, 26 de maio de 2009

Alma e Coração Marchas do Lobito

MATAR SAUDADES....

TEMPOS QUE JÁ NÃO VOLTAM

domingo, 10 de maio de 2009

RADIO CLUBE DO LOBITO/PROGRAMA NOVA VAGA



ALGUEM SE RECORDA DESTE PROGRAMA?

Para quem viveu no Lobito,em Angola,na época de 1962/1975,aqui fica a pergunta.
Posted by Picasa